Mais auto,mais alto.

Acho que solidão é um tema comum nessas escritas medíocres de blogs.Mas o que se pode fazer…se tornou tão generalizado.
Sente-se sozinho,independente do lugar,ou da situação.É quase perseguição por parte da solidão.Mas não há como negar que mesmo com milhares de seres como você frequentando um mesmo lugar,numa mesma hora,o peito aperta e na face vem um esforço pra impedir a transparência.É inatingível a compreensão total,e inaceitável a ausência.
Talvez fizesse parte do estilo de vida,mas seria incoerente culpar o presente por algo transcorrido.É atual,é passado,é futuro por si só.
É possível encontrar desacompanhamento em qualquer lugar,mas quase impossível dividir a solidão,porque o que se espera do próximo é o complemento,a cura,o band aid daquele velho arranhão no joelho,e não um parceiro de lástimas.
O que se procura,afinal,é praticamente inacessível.
Não há um único que seja inteiro,nem o bastante por dois.Têm-se apenas um mundo cheio de metades,de dizimas,de frações humanas;cada um sem sua parte completa da racionalidade.
Independente,portanto,da aborgagem ou do blog,solidão é corriqueira.É vulgar,e corre solta.Só resta fazer dela,a única inteiriça estrutura de apoio.O único vislumbre de auto-suficiência existente.Dar-lhe a mão,e aceitar que a presença do ínfimo fragmento não respira,nem se materializa vivamente.
É um mundo incrédulo.
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