Compreender é limitar.

Prolongou as desculpas por mais alguns dias e rebatia a desistência com a falsa crença de que acreditava no futuro certo das coisas – estou presente de corpo e coração limpos – dizia a quem a perscrutasse com mais minúcias que o comodismo permitisse e tentava convencer-se de que a repetição a faria mesmo crer.Forçosamente,tentava arrancar dos olhos o peso dos dias e acabava por ter por dentro mais tempestades – não me lembro da última vez que chorei – e sua língua soava com a ressônancia incorreta pra esse tipo de palavra o que a trazia pra um nível ilegível de realidade,quase esmagadoramente suicida.Chegara a uma nova categoria de incapacidade sensitiva,temendo de súbito perder a competência de manter-se ciente da matéria imutavelmente reconhecível.Terminou por limitar a compreensão à simples distinção de que dominar os acontecimentos seria consciente descuidadamente o pior a se fazer.

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