M. Buendía

Decidiu por fim e com certo alivio de que escolhia morrer por seus próprios meios e tempo.Revezara várias vezes os motivos que lhe cabiam nos dedos,e estruturava um discurso que ninguém mais poderia refutar com palavras alegres e sonhos distantes de uma tal aptidão da hábil felicidade com que nascem aqueles de visão cerrada.Não mais pela covardia que havia reconhecido no primeiro instante,mas por uma imensa coragem de enfrentar mais cedo e com menos maturidade o seu já compreendido destino.Pouparia por misericórdia toda a energia que lhe fora destinada a percorrer em vida a sua história.Sua felicidade,se assim podia chamar o sentimento de contentamento com que a lucidez percorria por minúsculos impulsos o corpo,trouxera-lhe um conforto diante de todos os mastigados momentos que se propusera a viver e que harmoniosamente os colocava de volta junto a tantas outras aspirações coletivas.Não se ia sozinha,e carregava em si o orgulho e pesar de uma existência que a duras penas se convertera em nada menos que um cataclismo de tentativas.Deixava,por fim,numa caixinha de insignificantes pertences a sua condição perpetua de … ( eu não possuo o meu próprio adjetivo)

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