Eu tenho pensado muito sobre isso, no que significa esse confiar em nós mesmos. Tenho sentido algumas contradições em mim que são assustadoramente cruciais, e eu nem tinha me dado conta antes.

Eu consigo entender hoje que a grande fonte do meu desprazer é me ver diante da realidade que eu interpreto como sendo aquela que me cerceia e me limita, quando eu me sinto encurralada pela falta de mobilidade. Quando eu me sinto sem opção, sem autonomia, é que eu começo a sentir toda a minha angústia crescendo e se tornando o combustível pra minha necessidade de auto destruição. Só que das realidades que estou falando, todas foram eu quem construí, me cercando e me limitando justamente pela necessidade constante de exercer a minha autonomia, marcando a minha postura através das minhas escolhas. É um ato de governança e rebeldia, eu comigo mesma. E puxa, como isso é cansativo.
Tenho tentado me colocar no caminho de construir a confiança em mim mesma, tentando primeiro superar a arrogância das definições que eu me dou, e apenas dando passos certeiros no meio da neblina.
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