31.03

Essa semana levei um banho de água fria, em diferentes aspectos nas minhas, até então, inconscientes expectativas.

A presença e a manutenção do amor é feita de confiança, dedicação e companheirismo. Mas besteira minha deduzir disso um futuro inteiro. Talvez eu nao case, nem com Michael nem com ninguém, talvez não tenha filhos, talvez tudo se transforme num amor diferente. O cenário que eu construo não serve de norte, este é a conquista cotidiana do amor, mas se torna a prisão, onde os guardas são as minhas expectativas.

Me recuso a aprisionar, amordaçar, conformar o meu e nosso futuro em planos de realizações pertencentes a efemeridade do meu presente e a insegurança do meu ego.

Que seja o que tiver de ser.

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Além disso, ouvi de uma pessoa que muito admirei relatos de viagem que pouco me agradaram. Não pelo conteúdo em si, mas pela surpresa (diria decepção) de ouvir uma leitura um tanto vazia e mesquinha da realidade. 

Me caiu a ficha. Fiquei tanto tempo me espelhando nela, assentando minhas bases numa projeção da dela (tudo isso de certo modo inconsciente), que não me deixei ver que a construção em si não me agradava.

Ela não é o que eu sou, e eu nunca vou ser o que ela é. 

Obrigada por isso.

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