Schwer 

As vezes tudo fica pesado, e tenho provado (também na pele) o que realmente é coragem, é medo, vontade, desespero. 

As vezes eu olho pra tudo isso e vejo que criei, construí cada pedaço do monstro que hoje me engole ao manifestar a minha vontade. Eu assumi brigas, assumi uma guerra inteira pela vontade que rompeu em mim. Eu não consigo e não quero ficar parada, e a cada dia alimento a miração dos meus planos.

As vezes, como hoje, eu olho pro monstro e me pergunto do que realmente ele é feito, e temo por descobrir que a minha criação não vai ser capaz de ultrapassar as barreiras do meu mundo, as fronteiras do que me foi delimitado. 

Chego a pensar que meu monstro talvez não seja o suficiente, e é quando me sinto engolida por ele. 

Por alguma razão sempre achei que era capaz de tudo, e nessa situação tão tacanha quanto a minha, com brigas tão corriqueiras e ordinárias, me sinto engasgada ao vislumbrar a possibilidade do monstro não dar conta. 

Me faz questionar se toda essa guerra é real, ou se me lancei na euforia da realização de mim mesma. Quando olho ao redor vejo que tive todas as condições pra que a minha escolha fosse exatamente essa, sem baixar a cabeça, sem desmoronar, abrindo meu caminho por entre os destroços de uma tempestade que já passou. Eu me lancei na euforia sim, mas justamente por ter as condições necessárias pra que fosse iminente o meu deflagrar.

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