Masdar Abu Dhabi, 2007 Foster and partners

Masdar Abu Dhabi, 2007 Foster and partners

The problem with the process of constructing a city from the sketch is disconsidering the process of ocupation. A city can’t be a product, offered by the end of it’s production. It has to grow, construct, developmento associated with the initial occupantion of the urban environment.
Plus: workers should, as part of the work agreement, receive a housing unity and a possibility of integrantion in the city, not in the outkirts, improvised,
inaccessible regions of the urban dynamic. Instead should be part of the planning conceptual bases.
Completely new cities seems an unstoppable horizon, and it’s uniform aesthetic as result of the contemporary (pos-contemporary?) imagination, an inevitable result.
Therefore, the inclusion of the continuity of the urban formation should be used as the linear projection of the city development. The steps of the project, it’s implementation must consider the construction site as it’s initial existence, activity, movement, fluxes, axes and access. A city can’t be produced in the same industrial spirit. Cities emerged,survived and remained having human and social development as its spark and fuel.

Personally, I doubt that its possible to create a city without social dynamic as fundamental step of the urban space.

 

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GER

This is what’s behind the wall. Time carried me all the way, powered by my own desire and effort, and every step further clearing the view of the bricks covering the unknown future behind it.

As closer it gets, it fasters the way pass and in the final moment, my whole body prepared itself for the crash, squeezed the air and sound inside, tensed my muscles and closed my eyes, just to be opened again before the unveiled continuous way of life. This is what’s behind the wall.

Maybe it’s possible to catch sight of another one along the path, but for now there’s only a fresh field to be explored and to be powered again by my own desire and effort.

There are issues that I’ve been postponing, changes that I didn’t dare to implement, addictions, truths, behaviours and thoughts that I could’t work with until I got the wall behind me.

 

 

Love

Cigarretes, alcohol, drugs

define myself

Work and interests, what are my goals

 

Gu

As coisas aqui estão incrivelmente boas, e as na minha cabeça estão melhores também. As vezes é tudo tão bonito e incrível que eu sinto como se não conseguisse acreditar no sentimento e de alguma maneira começo a rejeitar tudo isso quando fico sozinha. Esses momentos são bem breves, eu não tenho muito tempo pra mim e pra conseguir colocar as ideias no lugar. Você não tem ideia do quanto sinto sua falta, sério.

A mãe do Michael gosta mesmo de mim, ela é super animada e um tanto mandona. Isso, e o fato de que eu tô aqui pra aprender a língua dela, dá um enorme controle pra ela. E puta que pariu, como é cansativo conhecer alguém sem poder me comunicar completamente. Eu sinto como se não conseguisse me defender, me impor, me apresentar de verdade. Mas mesmo assim, hoje eu perguntei, com todo o alemão que eu consigo falar, se ela já tinha fumado maconha. Ela respondeu que não e perguntou se eu já tinha fumado. E ai eu só sorri e balancei a cabeça que sim. Foi um bom passo hehehe.

Ontem ela me levou pra uma cidade holandesa que fica na fronteira com a Alemanha, que na verdade é um outlet gigante pra marcas caras (Hugo Boss, Armani, Ralph Lauren, Dolce and Gabana…serio) e era um shopping center ao céu aberto, uma vila alemã gourmetizada com lojas de marca. Velho, ela me fez andar 6horas experimentando vestido pro casamento de um amigo do Michael no fiz do mês. Depois disso, acabei gastando 100 euros num vestido que se eu engordar 2 quilos não fecha mais. Eu sou muito grata pela atenção e intenção dela. Não posso culpar ela. Quando a gente chegou em casa às 21h da noite, mano eu tava com tanta raiva de mim mesma. Fui muito tapada, mas é isso ae. Já chorei muito hahaha

Em relação ao Michael, as coisas estão perfeitas, tão perfeitas que me fazem duvidar.

Parece que não se passaram sete meses, e ele tá mais apaixonado do que nunca. E hoje eu consegui definir minha angústia, não to me deixando apaixonar por ele de novo. De alguma forma eu não admiro ele mais, e sinto que minto pra ele de alguma maneira retribuindo. Eu tenho medo de não amar mais ele e ter que lidar com as consequências disso. É tudo tão perfeito que parece que basta eu ficar aqui, e caralho, isso me incomoda.

Ao mesmo tempo me parece possível voltar a amar ele depois de algum tempo, como um amor por respeito pela parceria. Lembrei de você e da Fe, e fiquei com medo de ele parar de me amar depois de muito tempo frustrado.

Mas nada do que eu disse aqui é verdade. Eu to bem feliz e grata. E tem sido muito estímulo, pessoas diferentes pra conhecer e me fazer worth (nao consigo pensar em outra palavra). Tem muita coisa nova e vou demorar um tempo pra conseguir sentir direito, pelo menos até eu conseguir meu próprio espaço, casa, quarto, cozinha. Como eu quero isso de volta heheh.

Mas eai, me conta como tão as coisas por ai? Eu queria perguntar como tá sendo com o Gui por ae.

Me responde ae uma carta contando seu role!

Amo você Gu!

Fica bem ae e qualquer coisa grita!

Every where I look, my walls are in the ground. There’s no inside or outside. Even the roof had gone a long time ago. For the years I had leaved over a fake floor too, never taking a pick under ther boards, but always hearing a weird call coming from the Keller. 

Now, there’s me left standing. And I know where the foundation is. 

All the directions are equally possible, but not equally ending. 

There’s nothing left but me and my sense of truth, love and will. 

Lass uns gehen!

I want my right to work with heart instead of time

Work, as human power, shouldn’t be sold, it was meant to be shared.

When your effort, your intention, the manifestation of your will is shared somehow, in different scales and kind, then work would be again the realization of ones life. 

Not as a duty, not as exchange or bargain, but as contribution, a motion of life’s energy flowing through you, as a creation of your existence. 

This doesn’t mean that the creation should necessarily to be outstanding, or great, history material. But even so, it doesn’t seems to be another way than to live it.

Schwer 

As vezes tudo fica pesado, e tenho provado (também na pele) o que realmente é coragem, é medo, vontade, desespero. 

As vezes eu olho pra tudo isso e vejo que criei, construí cada pedaço do monstro que hoje me engole ao manifestar a minha vontade. Eu assumi brigas, assumi uma guerra inteira pela vontade que rompeu em mim. Eu não consigo e não quero ficar parada, e a cada dia alimento a miração dos meus planos.

As vezes, como hoje, eu olho pro monstro e me pergunto do que realmente ele é feito, e temo por descobrir que a minha criação não vai ser capaz de ultrapassar as barreiras do meu mundo, as fronteiras do que me foi delimitado. 

Chego a pensar que meu monstro talvez não seja o suficiente, e é quando me sinto engolida por ele. 

Por alguma razão sempre achei que era capaz de tudo, e nessa situação tão tacanha quanto a minha, com brigas tão corriqueiras e ordinárias, me sinto engasgada ao vislumbrar a possibilidade do monstro não dar conta. 

Me faz questionar se toda essa guerra é real, ou se me lancei na euforia da realização de mim mesma. Quando olho ao redor vejo que tive todas as condições pra que a minha escolha fosse exatamente essa, sem baixar a cabeça, sem desmoronar, abrindo meu caminho por entre os destroços de uma tempestade que já passou. Eu me lancei na euforia sim, mas justamente por ter as condições necessárias pra que fosse iminente o meu deflagrar.